Após a derrota por 1-0 na final disputada no MetLife Stadium, os futebolistas argentinos optaram por dirigir-se aos adeptos presentes nas bancadas em vez de permanecerem a assistir à entrega do troféu aos campeões. A atitude foi interpretada por muitos como um desrespeito por uma das tradições mais marcantes das grandes competições internacionais, em que a equipa vice-campeã permanece em campo para assistir à coroação do vencedor.
A partida ficou igualmente marcada por momentos de elevada tensão. Após o apito final, registaram-se confrontos entre jogadores das duas seleções, com alegadas agressões envolvendo atletas argentinos e espanhóis. Durante o encontro, a Argentina já tinha terminado reduzida a dez jogadores, após a expulsão de Enzo Fernández por acumulação de cartões amarelos.
Questionado sobre o comportamento dos adversários, o internacional espanhol Dani Olmo evitou alimentar a polémica, mas recordou que os jogadores profissionais devem dar o exemplo às gerações mais jovens, sublinhando a importância dos valores do desporto.
Por sua vez, o selecionador argentino, Lionel Scaloni, procurou desvalorizar os incidentes e afirmou que a sua equipa soube aceitar a derrota. Em conferência de imprensa, reconheceu a superioridade da Espanha na final e defendeu que a Argentina demonstrou dignidade, apesar da frustração pelo desfecho do encontro.
Até ao momento, a FIFA não anunciou a abertura de qualquer processo disciplinar relacionado com os incidentes registados após a final, embora as imagens continuem a ser analisadas e tenham gerado amplo debate no panorama internacional.

Foto: Final do Mundial2026 fica marcada por polémica após gesto da Argentina na entrega do troféu — Arquivo CF