A disputa interna do PHA chegou ao Tribunal Constitucional (TC), que tem analisado vários processos relacionados com o funcionamento e a direcção do partido. Em 2025, através do Acórdão n.º 1001/2025, o Tribunal declarou nulos vários actos praticados pela então presidente do partido, incluindo alterações à estrutura interna, nomeações e exonerações de responsáveis provinciais, a expulsão de militantes e a imposição de quotas mensais.
O processo que envolve a liderança de Florbela Malaquias resulta de uma crise interna que se agravou depois dessas decisões. Membros fundadores e integrantes da Comissão Política Nacional contestaram algumas das medidas tomadas pela dirigente e recorreram ao Tribunal Constitucional para procurar resolver o diferendo.
Em Abril deste ano, a presidente do Tribunal Constitucional, Laurinda Prazeres, recebeu Florbela Malaquias e membros da Comissão Política do PHA numa tentativa de contribuir para a resolução do conflito. O encontro aconteceu depois de uma conferência preliminar sobre os processos apresentados pelas partes.
Apesar da disputa pela liderança, o mandato parlamentar de Florbela Malaquias constitui uma questão diferente da direcção do partido. O PHA conta actualmente com dois deputados na Assembleia Nacional, segundo informação publicada pelo próprio Tribunal Constitucional.
A crise interna poderá, entretanto, resultar numa nova liderança para o partido, enquanto decorrem os procedimentos internos destinados a definir os próximos órgãos do PHA.
Fundado em 2020 e reconhecido pelo Tribunal Constitucional em 2022, o Partido Humanista Angolano participou nas eleições gerais de 2022, nas quais conquistou dois lugares na Assembleia Nacional.

Foto: Florbela Malaquias pode deixar liderança do PHA, mas mantém mandato de deputada — Arquivo CF