Durante uma conferência de imprensa, o dirigente contestou a legitimidade do congresso extraordinário realizado nos dias 30 e 31 de Outubro, em Luanda, que elegeu Carlito Roberto para a liderança da formação política.
Na ocasião, Aguiar António Laurindo apontou Ngola Kabango como um dos principais responsáveis pela instabilidade interna que afecta o partido, num contexto de profundas divergências entre as diferentes alas da FNLA.
A crise intensificou-se depois de membros do Comité Central deliberarem o afastamento de Nimi a Nsimbi e convocarem um congresso extraordinário. Em resposta, a direcção liderada por este último rejeitou a decisão e manteve a realização do VI Congresso Ordinário para os dias 25, 26 e 27 de Novembro.
A disputa pela liderança tem também uma dimensão jurídica, na sequência do Acórdão n.º 1134/2026 do Tribunal Constitucional, invocado pelas partes nas suas posições sobre o cumprimento dos estatutos do partido.
Assim, a FNLA continua dividida entre duas direcções que reivindicam legitimidade para conduzir a organização, enquanto permanece por esclarecer institucionalmente a representação legítima do partido.

Foto: FNLA: Direcção de Nimi a Nsimbi rejeita liderança de Carlito Roberto e contesta congresso extraordinário — Arquivo CF