O Executivo reiterou que o aumento salarial será implementado apenas no final de março, com retroativos para os meses de janeiro e fevereiro. No entanto, as centrais sindicais exigem que o reajuste seja aplicado já nos salários de fevereiro. Segundo o Governo, o adiamento deve-se à falta de aprovação do pacote legislativo salarial pela Assembleia Nacional, um processo que consideram imprescindível para avançar com a medida.
Por sua vez, os sindicatos manifestaram desconfiança em relação ao cumprimento do prazo anunciado, temendo que, ao chegar a março, possam surgir novos obstáculos que impeçam a aplicação do aumento. Para avaliar a situação e decidir os próximos passos, incluindo a possibilidade de retomar a greve, as centrais sindicais irão reunir-se novamente na próxima sexta-feira, dia 10.
O maior partido da oposição, a UNITA, criticou o Governo, afirmando que não há qualquer entrave legislativo na Assembleia Nacional que justifique o adiamento do reajuste salarial. Este posicionamento reforça a pressão sobre o Executivo, que enfrenta o desafio de convencer os sindicatos da sua argumentação.
Recorde-se que, no ano passado, a função pública realizou duas greves gerais para exigir melhores condições salariais, cenário que poderá repetir-se caso as negociações não avancem.