Nos últimos dois anos, os países africanos têm demonstrado menor confiança na União Europeia (UE), atribuindo essa mudança à pandemia de covid-19, à guerra na Ucrânia e à redução da ajuda externa europeia. Holy Ranaivozanany, vice-diretora executiva da Fundação África-Europa, acredita que a nova liderança de António Costa no Conselho Europeu e de João Lourenço na União Africana pode revitalizar a cooperação entre os continentes.
Ela defende a realização de uma cimeira UE-África em 2025, possivelmente em Angola, para redefinir prioridades em setores estratégicos como energia, combate a fluxos financeiros ilícitos e fortalecimento industrial africano. A UE já possui iniciativas como a Estratégia 'Global Gateway', que destina 150 mil milhões de euros ao desenvolvimento africano, mas Ranaivozanany reforça a necessidade de monitorar os impactos dessas ações para garantir resultados concretos.
A conferência Ibrahim Governance Weekend 2025, realizada em Marraquexe, debateu temas ligados à mobilização de recursos africanos para impulsionar o desenvolvimento, destacando desafios e oportunidades para um relacionamento mais equilibrado entre África e Europa.