A informação foi avançada pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, durante o mais recente Café CIPRA, onde destacou o avanço das relações comerciais de Angola com os mercados asiáticos e do Médio Oriente.
Segundo o governante, Angola tem vindo a acelerar os processos necessários para colocar produtos agrícolas nacionais no exterior. Como exemplo, citou os protocolos fitossanitários que permitiram avançar com a preparação da exportação de abacate produzido no Huambo para a Holanda.
A abertura do mercado chinês para o gindungo surge num momento em que o Executivo procura aumentar a produção agrícola, diversificar as exportações e reduzir a dependência do petróleo. O Ministério da Agricultura e Florestas tem apontado o reforço das cadeias de produção e a conquista de mercados externos como prioridades para o sector.
A China é já um dos principais parceiros comerciais de Angola. No primeiro trimestre de 2026, por exemplo, o país asiático foi responsável por 55,63% das exportações angolanas de petróleo, segundo dados oficiais.
Além disso, Angola prepara a participação na 9.ª edição da China International Import Expo (CIIE), com o lema “Angola Exporta”, numa estratégia destinada a apresentar produtos nacionais, atrair investimentos e facilitar a entrada de mercadorias angolanas no mercado chinês.

Foto: Gindungo angolano ganha acesso ao mercado chinês — Arquivo CF