O anúncio foi feito pelo conselheiro regional da Cultura, Turismo e Desporto, Mariano de Paco, que explicou que a intervenção tem como objetivo garantir que o clube possa regressar ao seu estádio "o mais rapidamente possível" e competir na LaLiga em condições de segurança e conformidade com a regulamentação em vigor.
Segundo o relatório técnico encomendado pela Comunidade de Madrid, o Estádio de Vallecas apresenta um estado de obsolescência generalizada, bem como incumprimentos significativos das normas de segurança, colocando em causa a operacionalidade da infraestrutura. Entre as principais falhas identificadas estão deficiências nos sistemas de proteção contra incêndios, instalações elétricas, iluminação de emergência, condições de higiene e ausência de planos de manutenção adequados.
As autoridades regionais afirmam ainda que o Rayo Vallecano não respondeu aos sucessivos pedidos de documentação relacionados com a manutenção e segurança do estádio. Apesar de ter solicitado uma prorrogação do prazo inicialmente concedido, o clube não entregou os elementos exigidos, levando o Governo madrileno a suspender a concessão e a assumir diretamente as intervenções necessárias.
Durante o período das obras, estimado entre dois e seis meses, o Rayo Vallecano deverá disputar os seus jogos em casa num estádio alternativo, em articulação com a LaLiga e a Federação Espanhola de Futebol. Entretanto, a Comunidade de Madrid mantém o projeto de remodelação integral do recinto, apresentado em junho, que prevê aumentar a capacidade do estádio de cerca de 14.500 para 18.500 espectadores, além da modernização das infraestruturas e da melhoria das condições de acessibilidade.
Inaugurado em 5 de junho de 1976, o Estádio de Vallecas pertence à Comunidade de Madrid desde 1985 e é utilizado pelo Rayo Vallecano ao abrigo de um contrato de concessão de utilização.

Foto: Governo de Madrid suspende concessão do Estádio de Vallecas ao Rayo Vallecano por falhas graves de segurança — Arquivo CF