O alerta surge num contexto de preocupação com a circulação de medicamentos ilegais, sobretudo através do mercado negro e das zonas fronteiriças. Segundo a informação divulgada pela Rádio Nacional de Angola, cerca de 30 toneladas de medicamentos falsificados foram destruídas pelas autoridades desde o início do ano.
A situação levou o Ministério da Saúde, em parceria com outras instituições, a procurar novas formas de reforçar a fiscalização do sector farmacêutico e combater o comércio ilegal.
Em Julho, a Polícia Nacional anunciou a apreensão de mais de quatro toneladas de medicamentos considerados impróprios para consumo, no âmbito da operação "Autenticidade". Mais de 80 pessoas, entre cidadãos nacionais e estrangeiros, foram detidas por alegado envolvimento na falsificação e adulteração de medicamentos.
As autoridades têm também reforçado o controlo nas fronteiras. Em Maio, o Comité de Gestão Coordenada de Fronteiras aprovou novas medidas para combater crimes transfronteiriços e melhorar a fiscalização nos pontos de entrada no país.
O problema inclui também medicamentos que chegam ao mercado com lotes ou características falsificadas. Em Maio, o Ministério da Saúde proibiu a importação, venda, distribuição e consumo de um determinado lote do medicamento injectável SIMULECT, depois de um alerta internacional sobre a circulação de produtos falsificados.
A Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologias de Saúde (ARMED) é a entidade responsável por várias actividades de fiscalização do sector farmacêutico, incluindo autorizações relacionadas com a importação e circulação de medicamentos no país

Foto: Governo reforça combate à entrada de medicamentos falsificados em Angola — Arquivo CF