Higino Carneiro está indiciado num dos processos pelo uso de fundos públicos para fins particulares durante o exercício do cargo de governador da antiga província do Cuando Cubango, configurando, segundo o Código Penal Angolano, o crime de peculato.
No segundo processo, o ex-governador de Luanda é acusado de burla qualificada, por ter recebido de uma empresa privada mais de 60 viaturas e distribuído a diversas pessoas sem proceder ao devido pagamento.
Paralelamente, a PGR acusou formalmente os cidadãos russos Igor Rotchin Mihailovich e Lev Matveevich Lakshtanov, e os angolanos Amor Carlos Tomé e Oliveira Francisco, pelos crimes de espionagem, organização terrorista, terrorismo, corrupção ativa de funcionário e introdução ilícita de moeda estrangeira.
O processo, registrado sob o nº 53599/2025 na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal, seguiu após a conclusão da instrução preparatória. Os arguidos foram detidos no 7 de agosto de 2025 por suspeita de financiamento ao terrorismo e terrorismo.
Segundo a PGR, há indícios de que os russos integravam uma organização internacional que desestabiliza Estados e Governos, promovendo o recrutamento de cidadãos para atos de desobediência civil generalizada, como os ocorridos durante a greve dos taxistas em julho de 2025.