Christopher Phillips admitiu, perante o tribunal, ter ocultado a morte da mãe, de 89 anos, falecida em Março de 2023, impedindo o seu funeral e omitindo o óbito às autoridades para continuar a beneficiar dos apoios financeiros atribuídos à idosa.
Segundo os autos do processo, poucos dias após a morte da mãe, Phillips adquiriu um congelador, onde colocou o corpo, coberto por uma manta, mantendo-o no interior da residência.
O caso foi descoberto depois de profissionais de saúde manifestarem preocupação por não verem a idosa há vários meses. Perante a falta de contacto, as autoridades foram alertadas e, durante uma busca domiciliária realizada em Fevereiro deste ano, encontraram o corpo no congelador, juntamente com flores e um cartão de aniversário.
As investigações concluíram que, durante o período em que ocultou a morte, Christopher Phillips recebeu cerca de 80 mil libras esterlinas em pensões e prestações sociais, dinheiro que utilizou para pagar dívidas e despesas pessoais.
Durante o julgamento, a defesa alegou que o arguido mantinha uma relação muito próxima com a mãe adoptiva e tinha dificuldades em aceitar a sua morte. Um relatório psiquiátrico revelou ainda que Phillips afirmou não querer separar-se da mãe e que dormia na mesma divisão onde se encontrava o congelador.~
Ao proferir a sentença, a juíza considerou que a vítima foi privada da dignidade que lhe era devida após a morte, ao permanecer durante anos num congelador, enquanto o filho continuava a beneficiar indevidamente dos apoios financeiros destinados à idosa.
Christopher Phillips foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão pelos crimes de fraude e ocultação do corpo.

Foto: Homem condenado após esconder corpo da mãe num congelador durante três anos no País de Gales — Arquivo CF