Segundo o especialista, cerca de 50% das operações corresponderam a cirurgias valvulares, seguidas de bypass coronário e intervenções na aorta. O hospital também registou correções de cardiopatias congénitas, sobretudo em crianças, além da instalação de 366 marca-passos, desde a abertura.
Até janeiro deste ano, todas as intervenções eram feitas pelo Serviço Cardiovascular e Torácico. Entretanto, em fevereiro, foi criado o Serviço de Cirurgia Cardíaca Pediátrica e de Congénitos, que já realiza operações específicas em crianças.
Atualmente, o hospital realiza entre quatro a seis cirurgias por semana, dispõe de 48 camas na área de Cardiologia e apresenta uma taxa de mortalidade de 8,2%, valor alinhado com padrões internacionais.
O médico sublinhou que o número de pacientes operados em Angola tem reduzido a necessidade de transferências para o exterior, contribuindo para maior humanização do tratamento e para a soberania nacional em saúde.
O CHDCP conta com seis cirurgiões cardíacos e uma equipa multidisciplinar, mas ainda enfrenta desafios para cobrir toda a procura do país. Para o futuro, Betuel defende a criação de centros regionais de cirurgia cardíaca, descentralizando o atendimento.
No Dia Mundial do Coração, assinalado hoje, o especialista apelou à população para prevenir doenças cardiovasculares, controlando fatores de risco como hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade e colesterol elevado, além de promover hábitos saudáveis e check-ups regulares.