Segundo o balanço divulgado pela instituição, as ocorrências incluem cinco casos de abandono de recém-nascidos, 13 de abuso sexual, 130 de agressão física e psicológica, 203 de exploração do trabalho infantil e 288 casos de fuga à paternidade. O relatório refere ainda várias denúncias relacionadas com crianças em situação de vulnerabilidade social e abandono por parte dos encarregados de educação.
Entre os casos mais preocupantes registados na última semana, o INAC destaca o abuso sexual de uma menina de quatro anos, no município de Belas, em Luanda. De acordo com a instituição, a criança terá sido levada por um vizinho, de 24 anos, para uma obra, onde alegadamente foi abusada, aproveitando a ausência dos pais.
No município da Maianga, também em Luanda, um adolescente de 16 anos foi vítima de agressões físicas por parte do pai, após manifestar o desejo de prosseguir os estudos no estrangeiro.
Já na província do Bié, um agente de uma empresa privada de segurança é suspeito de ter atraído duas meninas, de nove e 11 anos, para uma fazenda com a promessa de alimentos, tendo posteriormente abusado sexualmente das menores.
O INAC informou que todos os casos foram encaminhados às autoridades competentes, nomeadamente à Polícia Nacional e às direcções provinciais da instituição, para investigação e responsabilização dos presumíveis autores.
Perante o aumento das denúncias, o Instituto voltou a apelar à colaboração da população na protecção das crianças, incentivando a denúncia de qualquer situação de violência ou negligência através da Linha SOS Criança (15015) ou do Portal da Criança.
A instituição reforça que a denúncia precoce é essencial para garantir a protecção dos menores e assegurar a responsabilização criminal dos autores de crimes contra crianças.

Foto: INAC regista mais de 800 denúncias de violência contra crianças numa semana — Arquivo CF