Inicialmente, o INAGBE havia comunicado que apenas 100 estudantes seriam financiados, devido às limitações orçamentais previstas no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2025. Os restantes 190 candidatos, embora aprovados pelas instituições portuguesas, foram colocados na condição de suplentes, gerando apreensão entre os jovens seleccionados e suas famílias.
Contudo, após dez dias de incerteza, o INAGBE confirmou a existência de disponibilidade financeira para incluir os suplentes no grupo de bolseiros oficialmente apoiados. A decisão surge como resposta à pressão pública e à importância estratégica do programa, que visa promover o acesso de estudantes angolanos ao ensino superior em Portugal, em igualdade de condições com candidatos de outros países lusófonos.
O instituto alerta, no entanto, que os 190 bolseiros agora enquadrados devem tratar com urgência da documentação necessária para a emissão do visto de estudante junto ao consulado português em Angola. O prazo limite para a chegada dos estudantes a território português é Dezembro deste ano. Atrasos no processo de visto poderão resultar na perda da bolsa e na impossibilidade de matrícula.
O processo de selecção contou com 473 candidaturas, das quais 290 foram aprovadas pelas universidades portuguesas. O programa especial de bolsas de estudo é fruto da cooperação bilateral entre os governos de Angola e Portugal, com o objectivo de reforçar a formação académica dos jovens angolanos em instituições de ensino superior de referência.
Fonte: Novo Jornal