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João Lourenço reitera apoio à criação do Estado da Palestina e apela ao diálogo


IMG Foto: João Lourenço reitera apoio à criação do Estado da Palestina e apela ao diálogo — Arquivo CF

O Presidente da República e líder em exercício da União Africana, João Lourenço, voltou a defender, segunda-feira, em Nova Iorque, a criação de um Estado da Palestina soberano, com Jerusalém Oriental como capital. A posição foi expressa durante a Conferência Internacional de Alto Nível para a Solução Pacífica da Questão da Palestina, realizada à margem da 80.ª Assembleia Geral da ONU, numa iniciativa da França e da Arábia Saudita.

O Chefe de Estado lembrou que Angola reconheceu formalmente a Palestina em 1988 e sublinhou que cada vez mais países-membros da ONU seguem este exemplo, reforçando o compromisso internacional com as resoluções do Conselho de Segurança. Para João Lourenço, tal decisão representa “um passo gigantesco” para a paz, estabilidade e justiça no Médio Oriente.

O estadista angolano destacou que o conflito israelo-palestiniano não terá solução militar e que a comunidade internacional deve recorrer ao diálogo como única via para uma paz duradoura. Manifestou ainda preocupação com a crise humanitária em Gaza, denunciando a fome e as condições sub-humanas a que milhões de palestinianos estão sujeitos.

No seu discurso, João Lourenço condenou os ataques do Hamas contra civis israelitas, exigindo a libertação imediata e incondicional dos reféns. Ao mesmo tempo, repudiou a resposta “desproporcional” de Israel, que, segundo referiu, tem usado bombardeiros, tanques e artilharia pesada contra populações civis, jornalistas, médicos e trabalhadores humanitários.

O Presidente criticou também a “instrumentalização da assistência humanitária como arma de guerra” e apelou ao fim imediato de medidas que impeçam o acesso a cuidados médicos e alimentos. Alertou ainda para os ataques selectivos de Israel em outros países da região, considerando-os uma violação do direito internacional e um obstáculo à paz.

Para João Lourenço, a recente “Declaração Política de Nova Iorque”, aprovada pela Assembleia Geral da ONU, reforça o consenso internacional sobre a necessidade urgente de implementar a solução de dois Estados como única saída viável para o conflito.