No discurso proferido no Teatro Nacional de Lima, Fujimori sustentou que as divergências políticas não devem impedir o diálogo e apelou à colaboração entre partidos, instituições públicas, universidades e organizações da sociedade civil. A Presidente eleita tomará posse a 28 de Julho para um mandato de cinco anos, sucedendo ao Presidente interino José María Balcázar.
Apesar do apelo à unidade, a reconciliação proposta por Keiko Fujimori foi rejeitada pelo seu adversário nas eleições, Roberto Sánchez, que voltou a criticar o papel do fujimorismo na política peruana e acusou o bloco parlamentar ligado à Presidente eleita de ter protegido responsáveis políticos envolvidos na repressão de manifestações. Analistas consideram que o novo Governo enfrentará desafios significativos, incluindo a ausência de maioria parlamentar, o combate à criminalidade organizada e a recuperação da confiança nas instituições.

Foto: Keiko Fujimori apela à reconciliação nacional após ser reconhecida como Presidente eleita do Peru — Arquivo CF