O general sudanês Al-Burhan chegou ontem a Bissau para a primeira visita oficial de um Presidente sudanês à Guiné-Bissau. O objetivo da visita é discutir a situação política do Sudão e de outros países africanos com o seu homólogo.
Diante da guerra civil que dura quase dois anos, o Presidente de transição do Sudão declarou que não negociará com os rebeldes nem com os países que os apoiam.
Al-Burhan defendeu que os países africanos devem encontrar soluções internas para os seus problemas e tomar a iniciativa. Ele afirmou: “É obrigatório para nós encontrarmos soluções próprias, pois os que estão fora trazem problemas para os nossos países, colocando-nos sob seu domínio”.
O líder sudanês enfatizou a importância de rejeitar imposições externas e mencionou que o Sudão está resistindo a uma "nova colonização", seguindo o exemplo de outros países africanos no passado.
“O Sudão enfrenta uma guerra com muitas ramificações, incluindo a intervenção de outros países, principalmente por meio de rebeldes vindos de nações vizinhas”, explicou Al-Burhan. Ele acusou os rebeldes de cometerem crimes que são condenados internacionalmente.
Desde abril de 2023, o Sudão vive uma guerra civil que, segundo as Nações Unidas, resultou na pior crise de deslocados do mundo, com dezenas de milhares de mortos, refugiados e uma grave escassez de alimentos.