Em Benguela, a medida abrange os autocarros que circulam na linha Catumbela-Lobito. Na Huíla, inclui a linha Estátua Liberdade-Centralidade da Quilemba.
Na província do Huambo, os autocarros da linha Huambo-Caála também deixam de receber dinheiro físico. Em Malanje, os passageiros da linha Mercado da Catepa-Mercado da Chawande e, em Cabinda, da linha Chiloango-Pioneiro Zeca, estão abrangidos pela nova medida.
A Empresa Nacional de Bilhética Integrada (ENBI) informou que o processo de retirada de pagamento com dinheiro físico para as outras linhas nas seis províncias abrangidas será concluído até 31 de janeiro. Até agora, foram emitidos 390 mil passes GiraMais Regular em Benguela, Cabinda, Huambo, Huíla, Luanda e Malanje.
Passageiros destacam os benefícios
Angelina Deque, estudante de 15 anos, residente no bairro Estalagem em Viana, usa o passe GiraMais e enfatiza seus benefícios. “O passe tem me ajudado muito. Em vez de andar com dinheiro físico, tenho o meu passe e realizo as viagens que quiser”, disse ela.
Feliciano Quimuanga, estudante de Psicologia na Universidade Agostinho Neto, de 22 anos, também destacou as vantagens do passe. "Tratei o passe em setembro e uso nos autocarros públicos sem qualquer dificuldade", afirmou, preferindo carregar o passe com 1.500 kwanzas para garantir dez viagens.
Priscila Makiesse, de 16 anos, estudante do Instituto Médio de Economia de Luanda, tratou o passe em outubro e já o utiliza tranquilamente. "Aconselho as outras pessoas a tratarem o passe", disse ela.
Maria Guedes, residente no Km-9A em Viana, relatou sua satisfação por receber o passe GiraMais, que tratou para toda a família. Mesmo reformada, destacou a importância do passe para suas deslocações.
Dificuldades financeiras
Paulo Varanda reconheceu a importância do passe GiraMais Regular, mas ainda não tratou por falta de dinheiro. Residente em Viana e trabalhador na zona do Kinaxixi, ele enfrenta dificuldades no transporte.
Isabel Pesso, estudante da 10ª classe no Instituto Médio de Economia de Luanda, também ainda não tratou o passe devido a dificuldades financeiras.
Henda Narciso, estudante da Universidade Agostinho Neto, considera a medida acertada, destacando o maior controle das receitas pelas empresas e denunciando práticas irregulares dos cobradores.
Cidadãos aguardam o levantamento
Bartolomeu Américo e João Muhongo enfrentam dificuldades no levantamento dos passes, mesmo após receberem mensagens informando que os documentos estavam prontos.
Ester Domingos, residente em Viana, também aguarda a entrega do passe.
Passe temporário
Quércia Jorge, diretora de Comunicação e Marketing da ENBI, informou que os utentes que ainda não levantaram o passe devem dirigir-se ao local de adesão. Caso o documento não esteja pronto, receberão um passe temporário com um carregamento de 600 kwanzas.
Transcol apoia a medida
A Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário (Transcol) apoia a retirada do dinheiro em espécie nos autocarros públicos, apesar de alguns constrangimentos. O presidente da Transcol, Carlos Carneiro, mencionou o custo do passe como um desafio e defende a emissão gratuita do documento por um período mais longo.
Carneiro destacou a necessidade de combater práticas irregulares dos cobradores e motoristas e sugeriu a instalação de câmaras nos autocarros para maior controle. A Transcol também pretende disponibilizar um contato telefônico para denúncias de irregularidades.