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Luanda, 13 de abril de 2026

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Luísa Damião defende resposta parlamentar forte para mulheres e jovens da SADC face à crise climática


IMG Foto: Luísa Damião defende resposta parlamentar forte para mulheres e jovens da SADC face à crise climática — Arquivo CF

Intervindo durante a apresentação da resolução para a adopção do relatório do Grupo da Mulher Parlamentar, na 58.ª Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC (FP-SADC), Luísa Damião destacou que a região enfrenta secas prolongadas, inundações, insegurança alimentar e migração forçada, fenómenos que atingem de forma desproporcional mulheres, raparigas e jovens.

A parlamentar alertou para os riscos sociais e económicos associados às mudanças climáticas, afirmando que muitas famílias são obrigadas a abandonar as suas comunidades em busca de meios de subsistência, ficando especialmente expostas a violência sexual, tráfico de seres humanos e outras formas de exploração. “Os impactos sociais e económicos são profundos”, reforçou.

Luísa Damião sublinhou que Angola apoia o relatório apresentado, reconhecendo a importância de dotar as mulheres parlamentares de competências para uma abordagem sensível ao género no âmbito da acção climática. Defendeu ainda a criação de um quadro jurídico, orçamental e de políticas públicas que incorporem a perspectiva de género, de modo a assegurar respostas eficazes e inclusivas.

A deputada considerou existir uma “oportunidade histórica” para renovar o compromisso político regional e transformar resoluções em ações concretas, advogando pela adopção de leis, fiscalização eficaz e alocação de fundos destinados a reforçar a justiça climática na região austral.

Entre as propostas apresentadas, destacou-se a criação de uma Carta Parlamentar Regional sobre Acção Climática, a implementação de um mecanismo de monitorização e reporte sobre compromissos climáticos e a mobilização conjunta para aumentar o financiamento internacional para adaptação, perdas e danos.

Luísa Damião defendeu igualmente o reforço da cooperação científica e tecnológica, a integração entre políticas de clima, água, energia e segurança alimentar, e a promoção de soluções baseadas na natureza e de economias verdes inclusivas.

A deputada concluiu afirmando que o desenvolvimento sustentável e a estabilidade da região dependem de uma resposta climática colectiva, afirmando que a integração energética regional deve ser encarada como pilar de uma transição justa que gere empregos dignos e capacitação para mulheres e jovens da SADC.

A delegação angolana na 58.ª Assembleia Plenária do FP-SADC é composta pelos deputados Pedro Sebastião, Luísa Pedro Francisco Damião, Ruth Mendes, Teresa José, Adelino da Silva Neto e Lázaro Kakunha.