O balanço foi apresentado esta terça-feira, 15 de Setembro, em Luanda, durante uma reunião da comissão responsável pelo processo, coordenada pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes.
Segundo os dados apresentados, foram exumados, até ao momento, 3.104 restos mortais. As equipas trabalham agora na identificação das vítimas, através de exames de ADN realizados pelo Laboratório Central de Criminalística. O processo passa pelo cruzamento do material genético recolhido dos restos mortais com amostras fornecidas pelos familiares.
As autoridades informaram também que continuam a ser encontrados novos locais onde poderão estar restos mortais de pessoas que morreram durante os conflitos civis. As equipas técnicas deverão proceder à localização, exumação e posterior identificação.
Durante o encontro, Marcy Lopes apelou às famílias que ainda procuram os seus parentes para que forneçam amostras de ADN, consideradas importantes para facilitar a identificação e permitir a entrega dos restos mortais às respectivas famílias.
A comissão responsável pelo processo foi criada em 2019 e tem, entre outros objectivos, localizar, identificar e devolver às famílias os restos mortais das vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola entre 1975 e 2002.

Foto: Mais de 3 mil restos mortais de vítimas dos conflitos civis já foram exumados em Angola — Arquivo CF