Apesar das partidas, o assentamento continua a acolher mais de 5.600 refugiados congoleses, segundo informações divulgadas pela Rádio Nacional de Angola.
O ACNUR tem alertado para os desafios enfrentados pela população refugiada no Lôvua, sobretudo devido à redução do financiamento humanitário e à necessidade de encontrar soluções duradouras para quem permanece no assentamento. A agência da ONU prevê continuar a facilitar o repatriamento voluntário durante 2026, ao mesmo tempo que procura reforçar a integração local dos refugiados que decidirem permanecer em Angola.
Dados do ACNUR indicam que o assentamento do Lôvua foi criado em 2017, depois de dezenas de milhares de pessoas terem fugido da região do Kasai, na RDC, devido ao conflito e à violência. Em Abril de 2026, 6.110 refugiados do grupo que chegou em 2017 permaneciam no Lôvua.
As autoridades da Lunda-Norte também têm defendido a reintegração social e económica dos refugiados que permanecem no território angolano, face à redução da capacidade de assistência humanitária.
VIA:RNA

Foto: Mais de 900 refugiados congoleses regressam voluntariamente à RDC a partir da Lunda-Norte — Arquivo CF