Em entrevista ao Jornal de Angola, a responsável revelou que, no mesmo período, foram diagnosticados 176.125 casos da doença, com maior incidência nos municípios de Menongue e Caiundo.
Comparando com o primeiro semestre de 2024, registou-se um aumento de 38.163 casos e mais 62 óbitos. No ano passado, durante igual período, as autoridades de saúde contabilizaram 137.962 casos e 123 mortes provocadas pela malária.
Segundo Cristina Luísa, as crianças com idades entre zero e cinco anos, assim como adolescentes, constituem os grupos mais afectados. A responsável aponta como uma das principais causas do agravamento da situação o elevado volume de chuvas que se verificou entre Dezembro de 2024 e Abril de 2025.
A chefe do departamento esclareceu que o programa de combate à malária está em curso, com acções voltadas para a eliminação de criadouros de mosquitos e o reforço da distribuição de mosquiteiros impregnados, especialmente para mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos.
As autoridades sanitárias do Cubango têm intensificado campanhas de sensibilização sobre a utilização adequada dos mosquiteiros, promovido a capacitação dos técnicos de saúde e dos Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS), com vista a reverter o actual cenário preocupante.
Cristina Luísa garantiu que a província dispõe de medicamentos suficientes para atender os pacientes nas unidades sanitárias. Acrescentou que, durante a época do cacimbo, têm sido divulgadas orientações à população sobre a importância da utilização de mosquiteiros e repelentes, sobretudo nas crianças, bem como a necessidade de eliminar o capim em redor das habitações, os charcos e os focos de lixo, como forma de prevenir a propagação da doença.

Foto: Malária Provoca 185 Mortes na Província do Cubango em Seis Meses — Arquivo CF