Natural do Sambizanga, em Luanda, e fundador da Escola Macovi de Angola em 1999, Marceliano da Conceição Correia Victor mudou-se para Portugal em 2022, por razões de saúde. Desde então, encontrou na diáspora uma nova missão: continuar a difundir o chamado “desporto ciência”, aliado ao futsal, em parceria com a Associação da Comunidade Angolana em Almada (ACAA).
Mbenko iniciou-se no xadrez aos oito anos e, ao longo das décadas, consolidou-se como uma das figuras mais ativas da modalidade em Angola. Nos anos 80, chegou a ser vice-presidente da Associação Provincial de Xadrez do Uíge. Hoje, sete dos xadrezistas que representam Angola em olimpíadas são formados na escola MACOVI, reflexo do trabalho de massificação iniciado no bairro Popular, em Luanda, e expandido para outros pontos do país.
Em Portugal, a participação em competições tem sido marcada por resultados expressivos: Angola conquistou o 8.º lugar entre 44 equipas a nível nacional e ficou em 2.º lugar no distrito de Setúbal. Apesar das dificuldades financeiras e logísticas, a escola continua a projetar talentos.
Inspirado pelo avô e pela mãe, que o incentivou desde cedo a apostar no xadrez, Correia Victor orgulha-se de ver antigos pupilos como Fernando Cacunda, atual presidente da Associação de Xadrez de Luanda, e Hamilton Cardoso, que dirige a modalidade no Uíge, a dar continuidade ao seu legado.
Reconhecida como a escola mais prestigiada do xadrez angolano, a MACOVI soma títulos de Candidato a Mestre, Mestre FIDE e Mestre Internacional, restando apenas o sonho de formar o primeiro Grande Mestre angolano.