Durante a sua deslocação à província, a governante defendeu a manutenção do diálogo entre o Executivo e os representantes dos professores, considerando que esta é a melhor via para encontrar soluções duradouras para os problemas que afectam o sector da Educação.
Érika Aires pediu aos docentes que tenham em consideração o impacto de uma eventual greve sobre os alunos, sobretudo o risco de milhares de crianças e jovens ficarem privados das aulas.
A posição da ministra surge numa altura em que os professores aprovaram uma greve nacional em quatro fases, com a primeira paralisação prevista para começar a 21 de Setembro. Entre as reivindicações apresentadas pela classe estão questões relacionadas com as condições de trabalho, remuneração, concursos de ingresso e acesso, orçamento das escolas e distribuição de manuais escolares.
A governante destacou ainda o papel dos professores na melhoria da qualidade do ensino e reforçou a necessidade de continuar a procurar entendimentos entre as partes, evitando que o conflito laboral prejudique o normal funcionamento das escolas.
A greve, caso avance, deverá abranger estabelecimentos públicos e público-privados dos subsistemas do ensino geral, técnico-profissional, formação de professores e educação de adultos. A primeira fase está prevista para decorrer entre 21 de Setembro e 15 de Outubro de 2026.

Foto: Ministra da Educação pede ponderação aos professores para evitar paralisação das aulas — Arquivo CF