Em declarações à imprensa, a governante explicou que os pacientes transferidos para aquela unidade hospitalar foram seleccionados por necessitarem de tratamento altamente especializado, devido à gravidade das lesões provocadas pelo acidente.
Segundo Sílvia Lutucuta, um dos doentes apresenta um quadro clínico particularmente delicado e foi imediatamente encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde está a receber suporte ventilatório e outros cuidados diferenciados.
A ministra adiantou ainda que outros três pacientes com queimaduras graves estão a ser acompanhados por equipas médicas especializadas. Alguns apresentam queimaduras de terceiro grau, consideradas das mais severas, por afectarem as camadas mais profundas da pele.
Durante a intervenção, a titular da pasta da Saúde alertou para os riscos associados aos grandes queimados, explicando que a destruição da pele compromete uma das principais barreiras naturais de defesa do organismo, aumentando significativamente o risco de infecções e de outras complicações clínicas.
Sílvia Lutucuta sublinhou igualmente que a evolução do estado de saúde destes doentes dependerá de vários factores, entre os quais a extensão e profundidade das queimaduras, bem como da eventual existência de outras lesões ou patologias associadas.
Os restantes feridos, com queimaduras menos graves, continuam internados no Hospital 17 de Setembro, na cidade do Sumbe, onde recebem assistência médica e permanecem sob observação.
O acidente ocorreu por volta das 04h40 desta segunda-feira, no município da Gangula, quando um autocarro de passageiros colidiu com um motociclo de três rodas que transportava bidões de gasolina. O impacto provocou um incêndio de grandes proporções, resultando, segundo o balanço mais recente do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB), em 22 mortos e 12 feridos.

Foto: Ministra da Saúde confirma estado crítico de feridos do acidente na EN100 no Cuanza-Sul — Arquivo CF