Manuel Homem comunicou, através de uma mensagem em sua conta oficial na rede social Facebook, que estão acompanhando o trabalho dos órgãos de investigação do Ministério do Interior e que não descansarão até obter respostas sobre a fatalidade. Em seguida, ele expressou seus sentimentos de pesar à família enlutada.
A reação do ministro do Interior surge no momento em que três versões sobre a verdadeira origem da bala que atingiu a região lombar da menina Vitória da Rocha estão em circulação.
A primeira versão, avançada pela Polícia Nacional, sugere que a menina foi atingida por uma bala perdida. A segunda versão, não oficial, indica que a bala perdida foi resultado de uma troca de tiros entre um agente da Polícia Nacional e um meliante nos arredores do Colégio Elizângela.
A terceira versão, amplamente comentada nas redes sociais, afirma que a menina foi atingida pelo disparo efetuado por um colega da mesma idade que teria levado a arma do pai para o colégio.
No caso de se confirmar a última versão, o jurista Almeida Lucas Chingala, ouvido pelo Jornal de Angola, afirmou que o Colégio Elizângela Filomena poderá ser civilmente responsabilizado por falhas no dever de vigilância ou na implementação de medidas de segurança adequadas, como a inspeção de mochilas e a prevenção da entrada de armas no recinto escolar.
Além disso, o proprietário da arma de fogo também poderá ser responsabilizado por negligência na guarda da arma, configurando uma violação do dever de cuidado, conforme definido no artigo 13.º do Código Penal.
Em declarações ao Jornal de Angola, Engrácia Kuando, mãe da menina Vitória, contou que recebeu a notícia da morte da filha pouco tempo depois de o motorista a ter deixado no colégio. “A escola ligou para minha irmã informando que a Vitória havia sofrido um acidente e que tinha sido levada à Clínica Espírito Santo”, relatou a mãe, aos prantos, acrescentando que foi lá que a família soube da morte da menina.
Funeral
Os restos mortais da pequena Vitória da Rocha, que era uma entusiasta do ciclismo, serão enterrados amanhã no Cemitério de Sant’Ana, em Luanda, conforme informou seu tio, Guilherme Kuando.
Educação
A ministra da Educação, Luísa Grilo, expressou profunda comoção e dor pela morte da menor. Em nota de condolências acessada pelo Jornal de Angola, Luísa Grilo afirmou que nada justifica a morte de crianças, especialmente em ambiente escolar.
“Angustiados pelo trágico acontecimento, manifestamos nossa solidariedade aos pais e encarregados de educação da menor neste momento de dor e perda irreparável, em meu nome e de todos os funcionários do Ministério da Educação”, escreveu a ministra.
Na nota, a ministra da Educação também expressou solidariedade à direção e a toda a comunidade escolar do Colégio Elizângela Filomena.