O fórum serviu para discutir de que forma as empresas podem contribuir para o desenvolvimento do país sem deixar de respeitar os direitos dos trabalhadores, das comunidades e a protecção do ambiente.
Durante o encontro, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes, afirmou que o crescimento da economia deve ser acompanhado pela defesa da dignidade das pessoas e pela criação de melhores condições de vida.
O ministro destacou também a importância de atrair investimentos responsáveis, criar empregos e diversificar a economia nacional. Defendeu, igualmente, maior fiscalização das empresas e a existência de mecanismos que permitam corrigir situações em que a actividade empresarial possa prejudicar pessoas ou comunidades.
Outro assunto abordado foi o crescimento do uso das tecnologias. Marcy Lopes considerou que a transformação digital pode ajudar a melhorar os serviços e aumentar a produtividade, mas alertou para a necessidade de proteger os dados pessoais e garantir a segurança das informações.
A representante da Embaixada da Noruega em Angola, Juni Solbrække, defendeu que o crescimento económico e a criação de empregos devem caminhar lado a lado com o respeito pelos direitos humanos. Segundo a diplomata, empresas que adoptam boas práticas conseguem conquistar maior confiança e contribuir para um desenvolvimento sustentável.
Durante o fórum foi ainda lançada a Colectânea de Estudos e Reflexões sobre Direitos Humanos, uma publicação que reúne trabalhos sobre a promoção e protecção dos direitos humanos em Angola.
A actividade contou com o apoio da Embaixada da Noruega em Angola, no âmbito da cooperação com o MINJUSDH para a formação e sensibilização de diferentes sectores da sociedade sobre os direitos humanos.

Foto: MINJUSDH reúne empresas para discutir respeito pelos direitos humanos — Arquivo CF