No comunicado, a agência recorda que 2026 assinalava os 50 anos de carreira de Luís Represas, um percurso que seria celebrado com uma série de concertos, incluindo actuações com os Trovante e espectáculos a solo, onde revisitava alguns dos temas mais marcantes da música portuguesa.
Nascido em 1957, Luís Represas iniciou a sua carreira em 1976 como vocalista e fundador dos Trovante, grupo que marcou várias gerações com êxitos como Perdidamente, Saudade e 125 Azul. Após a dissolução da banda, em 1992, iniciou uma carreira a solo igualmente bem-sucedida, da qual fazem parte canções como Feiticeira, Da Próxima Vez, Ao Canto da Noite e Timor.
Em 2025, os Trovante voltaram aos palcos para uma série de concertos em Lisboa e no Porto. Para 2027, Luís Represas tinha já agendados espectáculos nos Coliseus do Porto e de Lisboa, destinados a assinalar o meio século de carreira artística.
Ao longo da sua trajectória, colaborou com alguns dos mais destacados nomes da música portuguesa e internacional, entre os quais José Afonso, Fausto Bordalo Dias, Carlos do Carmo, Jorge Palma, Pablo Milanés, Gilberto Gil, Phil Collins, Carlinhos Brown e Compay Segundo, consolidando-se como uma das vozes mais influentes da música lusófona.
Para além da carreira musical, destacou-se pelo envolvimento na causa timorense. Em 2000, integrou uma visita oficial a Timor-Leste a convite do então Presidente da República, Jorge Sampaio, vindo posteriormente a ser distinguido com a Medalha da Ordem de Timor-Leste, atribuída pelo Presidente Taur Matan Ruak. Em 2005, o Estado Português condecorou-o com a Ordem de Mérito, no grau de Comendador.
Em 2019, recebeu o Prémio Pedro Osório, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores, pelo álbum Boa Hora. Nos últimos anos, conciliava a actividade artística com a apresentação do programa televisivo "Língua Mãe", mantendo uma agenda regular de concertos em Portugal e no estrangeiro.

Foto: Morreu o cantor português Luís Represas aos 69 anos — Arquivo CF