Segundo o responsável, a análise do processo revelou diversas inconformidades, entre as quais alegadas assinaturas falsificadas, utilização indevida de documentos de identificação, listas de subscritores com assinaturas atribuídas à mesma pessoa e a inclusão de militantes cuja situação cadastral não cumpria os requisitos previstos no regulamento interno do partido. Foram igualmente identificados cartões de militante descontinuados, mas com datas de emissão recentes.
Job Capapinha afirmou que os factos detectados poderão configurar ilícitos de natureza criminal e anunciou que o processo será remetido aos órgãos competentes do MPLA para os procedimentos previstos no regulamento eleitoral interno e no Código de Ética do partido.
"Esta subcomissão, perante a gravidade dos factos, passíveis de responsabilização criminal, vai submeter este processo de candidatura aos órgãos competentes do partido para o seu devido tratamento nos termos legais", declarou o coordenador.
Além das irregularidades documentais, a Subcomissão indicou que, após a validação, o número de fichas de apoio consideradas válidas ficou abaixo do mínimo exigido pelos regulamentos do MPLA para formalizar uma candidatura à presidência do partido.
Equipa de Higino Carneiro anuncia impugnação
Em reacção à decisão, fontes da equipa de Higino Carneiro informaram que a deliberação será impugnada, recorrendo aos mecanismos previstos nas normas internas do MPLA. Até ao momento, o candidato não divulgou uma posição oficial sobre as alegações apresentadas pela Subcomissão.
Caso a decisão seja mantida pelas instâncias competentes, o IX Congresso Ordinário do MPLA, marcado para os dias 9 e 10 de Dezembro, poderá decorrer com apenas uma candidatura à presidência do partido, cenário inédito no processo eleitoral interno recentemente iniciado

Foto: MPLA anula candidatura de Higino Carneiro à liderança do partido por alegadas irregularidades — Arquivo CF