De acordo com a iniciativa, as autoridades poderão bloquear contas bancárias ligadas a esquemas digitais, interrompendo fluxos de capital num negócio que movimenta mais de 43,8 mil milhões de dólares (cerca de 37,7 mil milhões de euros) por ano.
Organizações internacionais, incluindo a ONU, têm denunciado condições de quase escravidão em centros especializados nestas práticas, com relatos de tortura e mortes de trabalhadores. Muitos destes centros operam em Myanmar e em países vizinhos como o Camboja, envolvendo milhares de pessoas que actuam voluntariamente ou sob coacção para defraudar vítimas em todo o mundo.
Nos últimos meses, o governo liderado pelo general Min Aung Hlaing anunciou a prisão de centenas de indivíduos ligados a golpes digitais, além do repatriamento de milhares de pessoas resgatadas em operações policiais.
A proposta de lei surge no contexto do ênfase crescente das autoridades em combater o crime cibernético, mas levanta preocupações sobre direitos humanos e proporcionalidade das penas aplicadas.
Fonte: LUSA

Foto: Myanmar quer aplicar pena de morte a piratas digitais — Arquivo CF