De acordo com fontes internas da FNLA, o prazo foi definido em conformidade com os estatutos da formação política, que estabelecem a obrigatoriedade da realização regular dos encontros dos dois principais órgãos de direcção.
A ausência dessas reuniões tem gerado descontentamento entre vários dirigentes e militantes, que defendem a necessidade de reorganizar o partido e reforçar a participação democrática nas decisões internas.
Alguns membros do Comité Central afirmam que a não convocação dos órgãos poderá ser interpretada como violação dos princípios estatutários, abrindo caminho para um processo de destituição ou outras medidas disciplinares previstas nos regulamentos internos.
A situação ocorre num contexto de tensões internas e divergências sobre a condução política da FNLA, que tem procurado reposicionar-se no cenário político nacional após as últimas eleições gerais.