O governador provincial do Cuanza-Norte, João Diogo Gaspar, enfatizou que a criação das sete novas unidades territoriais de nível municipal vai demandar a contratação de novos administradores municipais e adjuntos, além de funcionários para os diversos setores da Administração do Estado.
Dom Almeida Kanda, bispo da Diocese de Ndalatando, destacou que a nova Divisão Político-Administrativa (DPA) aproximará os serviços públicos da população e reduzirá as assimetrias regionais, apesar dos desafios que surgirem.
O prelado católico encorajou os futuros funcionários públicos a se dedicarem ao progresso da província, ouvindo e caminhando ao lado da população, abrindo novas perspectivas para o desenvolvimento local.
Com a nova DPA, sete das 31 comunas do Cuanza-Norte foram elevadas a municípios, totalizando agora 17 municipalidades, contra as 10 anteriores, e o número de comunas reduziu de 31 para 24.
As novas municipalidades incluem Aldeia Nova e Caculo Cabaça, anteriormente pertencentes à Banga, além de Tango e Luínga, antes sob Ambaca. Também foram promovidas a município Terreiro, ex-comuna de Bolongongo; Massangano, desanexada de Cambambe; e Cêrca, antes pertencente a Golungo-Alto.
A nova DPA visa melhorar a gestão territorial, aproximar serviços públicos aos cidadãos, reduzir desigualdades e distribuir melhor a riqueza pública. Aprovada este mês, esta alteração é significativa para a província do Cuanza-Norte, localizada na região Centro-Norte do país, cuja capital é Ndalatando, com uma população estimada em 500 mil habitantes.
O regedor de Massangano, Miguel André, destacou que a elevação da comuna à categoria de município facilitará o acesso aos serviços de Justiça, Educação e Saúde, beneficiando muitos cidadãos que atualmente precisam se deslocar longas distâncias para obter esses serviços. A nova DPA trará vantagens significativas, proporcionando serviços públicos mais próximos e acessíveis para a população local.