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Luanda, 13 de abril de 2026

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oão Lourenço leva voz de África à ONU e deve defender reforma do Conselho de Segurança e Estado Palestiniano


IMG Foto: oão Lourenço leva voz de África à ONU e deve defender reforma do Conselho de Segurança e Estado Palestiniano — Arquivo CF

Está agendada para esta terça-feira, às 18h00 locais (23h00 em Angola), a intervenção do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na sessão plenária da 80.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas. Este ano, o estadista fala na qualidade de Presidente da União Africana, o que aumenta as expectativas em torno da sua mensagem, dada a diversidade de problemas que o continente e o mundo enfrentam.

Nos últimos meses, João Lourenço tem sublinhado em diferentes fóruns a urgência de enfrentar questões como a crise climática, a insegurança alimentar e energética, as migrações forçadas e os efeitos das tensões geopolíticas sobre os países do Sul Global. Também tem defendido a reforma do sistema das Nações Unidas, incluindo a ampliação do Conselho de Segurança com assentos permanentes para África, e a criação de um Estado Palestiniano.

Para o comentador Benjamim Gerard, o discurso do líder angolano deverá alinhar-se com os pilares da sua agenda africana, centrada na paz, segurança e desenvolvimento de infra-estruturas. “Na sua condição de diplomata número um de África, deverá mobilizar parceiros estratégicos para investir em sectores vitais do continente”, afirmou, destacando ainda a importância de temas como justiça, equidade nas relações internacionais, segurança alimentar, alívio da dívida e financiamento climático.

A expectativa também é partilhada por jornalistas africanos presentes em Nova Iorque. O moçambicano Rouchete Guibumbo disse esperar que João Lourenço critique os modelos de financiamento internacional que penalizam os países do Sul Global, defendendo soluções mais justas para o continente.

A sessão decorre sob o lema “Melhor Juntos: 80 Anos pela Paz, Desenvolvimento e Direitos Humanos”. Para observadores, a intervenção de João Lourenço representa uma oportunidade estratégica de reafirmar África como parte ativa das soluções globais e não apenas como continente de desafios.