O líder da OMS esteve no Hospital Azancot de Menezes acompanhado da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, para observar de perto o desempenho da unidade hospitalar, considerada uma referência nacional em cuidados especializados. Durante a visita, Tedros Ghebreyesus mostrou-se satisfeito com o trabalho desenvolvido, realçando o impacto positivo dos serviços de neonatologia, atendimento materno-infantil e do programa de tratamento de fístulas obstétricas.
Segundo o responsável, mais de 700 mulheres já recuperaram através deste programa, o que classificou como “uma verdadeira devolução de vida e dignidade”. Tedros destacou também o profissionalismo das equipas de saúde e o esforço para oferecer um atendimento cada vez mais humanizado.
A ministra Sílvia Lutucuta sublinhou que os progressos registados resultam do investimento contínuo em infra-estruturas, equipamentos e formação de pessoal. Desde 2018, mais de 46 mil profissionais foram integrados no sistema, sendo que 80% reforçam os cuidados primários, responsáveis pela maior parte da assistência à população e pela melhoria dos indicadores de mortalidade materna e infantil.
Apesar dos avanços, a ministra lembrou que a malária continua a ser a principal causa de morte no país, afectando particularmente crianças e grávidas. Reforçou a necessidade de uma abordagem multissectorial que inclua prevenção, saneamento e mudança de comportamentos para reduzir o impacto da doença.