Segundo o relatório da ONU, 293 civis perderam a vida e 1.990 ficaram feridos durante o mês de Junho, tornando este o período mais mortífero para a população desde Abril de 2022. A organização refere que cerca de 45% das vítimas resultaram de ataques com mísseis e drones de longo alcance, que atingiram sobretudo áreas urbanas afastadas da linha da frente, incluindo as cidades de Kiev e Dnipro.
A chefe da missão da ONU na Ucrânia, Danielle Bell, alertou que a utilização crescente de armamento de elevada potência em zonas densamente povoadas está a aumentar o risco para os civis. O relatório destaca ainda um número recorde de ataques com drones explosivos ao longo da linha da frente, fenómeno que, segundo a organização, transformou extensas áreas do conflito em zonas de elevado perigo para a população.
A ONU sublinha que a intensificação dos bombardeamentos nos últimos meses tem agravado a crise humanitária no país, reforçando a necessidade de proteger os civis e garantir o cumprimento do direito internacional humanitário por todas as partes envolvidas no conflito.

Foto: ONU: Junho foi o mês mais mortífero para civis na Ucrânia desde 2022 — Arquivo CF