A decisão foi tomada durante uma teleconferência realizada ontem, que reuniu os ministros da Energia e do Petróleo de países-chave da organização, incluindo Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. A informação consta de um comunicado oficial divulgado pela OPEP, cuja sede se encontra em Viena.
Segundo a organização, a manutenção da actual oferta reflecte a avaliação das condições do mercado global e a necessidade de preservar o equilíbrio entre a procura e a produção, num contexto económico internacional marcado por incertezas. A OPEP não fez referência a possíveis impactos decorrentes de recentes acontecimentos geopolíticos, nomeadamente a detenção do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no sábado, por forças norte-americanas.
A ausência de reacção directa a este episódio sugere que, para já, o cartel petrolífero opta por uma postura cautelosa, privilegiando a previsibilidade e a estabilidade dos preços do crude. Analistas consideram que a decisão poderá influenciar o comportamento dos mercados energéticos nos próximos meses, sobretudo num período de ajustamentos económicos globais.