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Luanda, 10 de abril de 2026

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País alerta África para impactos severos das alterações climáticas


IMG Foto: País alerta África para impactos severos das alterações climáticas — Arquivo CF

O alerta foi feito pelo Representante Permanente junto da União Africana (UA) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), Miguel Bembe, durante a abertura da reunião presidida pelo embaixador de Angola na Etiópia. O encontro contou com a participação dos 15 Estados-membros do CPS-UA, do comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, representantes das Comunidades Económicas Regionais, mecanismos regionais e parceiros internacionais.

Miguel Bembe destacou que as alterações climáticas funcionam como multiplicadores de riscos, agravando desigualdades, fragilizando economias e ameaçando a paz. Sublinhou ainda que, embora África contribua com menos de 4% das emissões globais de gases com efeito de estufa, o continente enfrenta secas prolongadas, cheias devastadoras, perda de biodiversidade, deslocações forçadas e insegurança alimentar.

O diplomata reiterou a posição do Presidente da União Africana, João Lourenço, sobre a necessidade de operacionalizar o financiamento anual de 1,3 mil milhões de dólares até 2035, considerando-o essencial para uma transição energética justa e acessível aos países em desenvolvimento.

Defendeu, igualmente, acções concretas e coordenadas entre os Estados-membros, assentes em inovação, solidariedade e liderança, para reduzir riscos e proteger populações. Ressaltou também a importância de reforçar a Posição Comum Africana nos próximos fóruns internacionais, como a COP30, a Assembleia-Geral das Nações Unidas e o G20.

Por fim, apelou ao fortalecimento dos sistemas de alerta precoce e de resposta rápida para riscos climáticos, à resiliência comunitária com foco em jovens e mulheres, ao financiamento sustentável para adaptação e mitigação e à cooperação regional na gestão de recursos naturais transfronteiriços.