A libertação dos prisioneiros palestinianos decorre do acordo alcançado na semana passada, durante as negociações realizadas no Cairo, que previam uma troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos e a suspensão temporária das hostilidades entre Israel e o movimento islamita Hamas, reportou a agência Lusa.
Segundo as autoridades israelitas, mais de 1.900 prisioneiros palestinianos deverão ser libertados como parte do entendimento. O último grupo de 13 reféns israelitas foi libertado e atravessou a fronteira neste domingo, marcando o fim da operação de resgate dos sobreviventes.
O regresso dos reféns representou uma etapa crucial no acordo de cessar-fogo, que contou com a mediação internacional e foi acompanhado por uma visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Israel e ao Egipto.
Fontes oficiais confirmaram que 20 reféns israelitas, todos homens, já se reuniram com os seus familiares e estão a ser submetidos a exames médicos de rotina.
De acordo com o acordo, os corpos de 28 reféns mortos também deverão ser entregues às famílias, embora a data da repatriação ainda não tenha sido anunciada.
Analistas internacionais consideram que o avanço deste acordo pode representar uma janela de oportunidade para o diálogo, mas alertam que a paz duradoura na região ainda dependerá da implementação de medidas concretas de confiança mútua.