O documento, com 110 páginas, é dedicado à proteção da dignidade humana na era digital e sublinha que as inovações tecnológicas não são neutras: podem promover participação e justiça, mas também ampliar desigualdades, exclusão e controlo social. O Papa alertou para o risco da concentração da IA “nas mãos de poucos”, o que poderia comprometer a liberdade e a equidade.
Entre os pontos destacados, o pontífice pediu a criação de um quadro jurídico adequado, com regras justas e mecanismos eficazes de proteção. Chamou ainda a atenção para usos “claramente anti-humanos” da IA, como manipulação de informação e violação da privacidade, e advertiu para os perigos mais subtis, quando sistemas aparentemente neutros reforçam estereótipos ou ideologias dos seus programadores.

Foto: Papa alerta para riscos da inteligência artificial e pede desarmamento — Arquivo CF