De acordo com o especialista, a paralisia cerebral resulta, em grande parte dos casos, de lesões cerebrais ocorridas antes, durante ou logo após o nascimento, podendo ser provocadas por falta de oxigénio, infecções maternas não tratadas ou traumas obstétricos.
“Quando há assistência médica adequada à gestante e à parturiente, é possível detectar e evitar complicações que levam à morte de células cerebrais no feto”, explicou Manuel Leite, sublinhando que a prevenção começa no pré-natal, com exames regulares e orientação médica.
O neuropediatra destacou ainda a importância da formação contínua dos profissionais de saúde, especialmente nas maternidades, e da melhoria das condições hospitalares, para garantir partos mais seguros.
A paralisia cerebral é uma das principais causas de incapacidade motora na infância e exige um acompanhamento multidisciplinar — envolvendo fisioterapia, terapia ocupacional, neurologia e psicologia — para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Manuel Leite apelou às autoridades e famílias para reforçarem a educação sobre saúde materna e infantil, como forma de reduzir a incidência dessa condição no país.