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Parlamento Moçambicano Empossa Deputados entre Boicotes e Protestos

Redacção Chumbo Fresco - 14 Jul, 2025 36 Visualizações
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O partido Renamo considera que a cerimônia carece de valor solene, sendo um ultraje social e um desrespeito à vontade dos moçambicanos. Por isso, não participará da posse, afirmou no domingo Marcial Macome, porta-voz do maior partido de oposição, à margem da reunião da comissão política nacional da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).
Os 250 deputados eleitos para a X Legislatura da Assembleia da República de Moçambique, incluindo 28 da Renamo (em comparação com os 60 atuais), foram convocados para tomar posse nesta segunda-feira, às 10:00 locais (08:00 em Lisboa), na sede do parlamento em Maputo, em uma cerimônia solene presidida pelo Presidente cessante, Filipe Nyusi.
O porta-voz da Renamo afirmou que é necessário respeitar a vontade do povo, que exige eleições livres, justas e transparentes, e não eleições administrativas. A Renamo não reconhece os resultados anunciados pelo Conselho Constitucional (CC) e insiste na repetição do processo eleitoral, que desde outubro tem sido marcado por tensões sociais, manifestações e paralisações, resultando em quase 300 mortos e mais de 600 feridos.
Os oito deputados eleitos pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), incluindo seis da legislatura anterior, também não participarão da posse, conforme anunciado pelo presidente do partido, Lutero Simango. Simango defende uma auditoria forense ou recontagem dos votos, ou, em última instância, a anulação das eleições.
A sessão solene de hoje também inclui a eleição do presidente da Assembleia da República para a nova legislatura. A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que mantém a maioria no parlamento, indicou a ex-ministra Margarida Talapa para o cargo. Além dela, Carlos Tembe e Fernando Jone, ambos do partido Podemos, também são candidatos.
Venâncio Mondlane, líder do Podemos, apelou a três dias de paralisação e manifestações pacíficas em Moçambique, contestando o processo eleitoral e as cerimônias de posse dos deputados e do novo Presidente, Daniel Chapo.
Mondlane retornou a Moçambique após dois meses e meio no exterior por questões de segurança e continua a não reconhecer os resultados das eleições gerais de 09 de outubro, nas quais a Frelimo elegeu Daniel Chapo como Presidente, manteve a maioria