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Luanda, 09 de abril de 2026

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Pedido angolano ao Conselho de Segurança visa acalmar tensão entre Rwanda e RDC


IMG Foto: Pedido angolano ao Conselho de Segurança visa acalmar tensão entre Rwanda e RDC — Arquivo CF

O ministro das Relações Exteriores de Angola fez um apelo ao Conselho de Segurança das Nações Unidas durante um almoço de trabalho na sede da ONU, em Nova Iorque. A reunião, convocada pelo seu homólogo da Serra Leoa, Alhaji Musa Timothy Kabba, tinha como objetivo abordar a situação no leste da RDC e o Processo de Luanda.
Téte António destacou a importância do firme apoio do Conselho de Segurança ao Presidente João Lourenço, designado pela União Africana como facilitador da paz e segurança na região, e ao Processo de Luanda, que busca aliviar a tensão entre o Rwanda e a RDC e alcançar uma paz duradoura no leste da RDC.

O ministro salientou a necessidade das partes envolvidas manterem e respeitarem integralmente o cessar-fogo acordado em 30 de julho, que entrou em vigor em 4 de agosto do ano passado. Também mencionou a cimeira tripartida Angola-Rwanda-RDC, que estava programada para ocorrer em 15 de dezembro em Luanda, reunindo os presidentes Félix Tshisekedi, da RDC, e Paul Kagame, do Rwanda.
Téte António citou a importância dessa cimeira em avaliar os progressos do Processo de Luanda desde março do ano passado e discutir o acordo apresentado pelo facilitador em agosto de 2024. No entanto, visões divergentes sobre a questão M23 surgiram durante a reunião ministerial de 14 de dezembro de 2024, o que resultou no adiamento da cimeira, a pedido do Rwanda.

Apesar do adiamento, o Presidente João Lourenço aproveitou a oportunidade para se reunir com Félix Tshisekedi e o ex-presidente do Quênia e facilitador do Processo de Nairobi, Uhuru Kenyatta, que se deslocou a Luanda para participar da cimeira.

Téte António informou que Angola continua a realizar consultas diplomáticas com os dois países para resolver a questão pendente do M23. O Presidente João Lourenço enviou uma mensagem ao homólogo Paul Kagame em 18 de dezembro para continuar as consultas sobre o Processo de Luanda.

O ministro manifestou profunda preocupação com a recente escalada do conflito e a ocupação de mais áreas pelo M23, especialmente na província do Kivu do Norte, citando a ocupação de Masisi e a criação de uma administração paralela ilegal. Essa situação compromete os esforços para alcançar paz e estabilidade duradouras na região e representa uma violação flagrante do cessar-fogo em vigor desde 4 de agosto.

Téte António exaltou os progressos significativos do Processo de Luanda, incluindo o cessar-fogo de 4 de agosto de 2024.

No mesmo dia, o ministro teve encontros de trabalho com o comissário da União Africana para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, embaixador Bankole Adeoye, e com o ministro das Relações Exteriores da Argélia, Ahmed Ataff, que preside o Conselho de Segurança das Nações Unidas neste mês de janeiro. Esses encontros abordaram questões como o terrorismo e o extremismo violento em várias regiões do mundo.