Embora o relatório detalhado completo ainda não tenha sido tornado público, dados preliminares indicam que estas medidas fazem parte da implementação rigorosa do novo regime disciplinar interno, que prevê sanções severas para desvios éticos e violações do código de conduta da Polícia Nacional.
O comandante-geral da corporação, Francisco Ribas da Silva, afirmou em declarações recentes que desvios éticos “não podem ser tolerados” e que o novo regime disciplinar recentemente aprovado e em vigor prevê sanções rigorosas, incluindo a expulsão imediata de efectivos que desobedecerem ordens superiores ou violarem normas claras de conduta profissional.
Este quadro de disciplina faz parte de um esforço mais amplo para reforçar a integridade, responsabilidade e profissionalismo dos membros da polícia, num momento em que a instituição procura melhorar a confiança pública e alinhar-se com padrões contemporâneos de conduta.
O novo regime disciplinar da Polícia Nacional contém mais de 100 artigos que regulam aspectos como:
A expulsão de agentes que demonstram “falta de ética” ou violam regras graves
Sanções internas que incluem demissão, despromoção e redução salarial
Regras específicas para condutas inaceitáveis, tais como desrespeito a ordens, acções desonrosas ou práticas que comprometam a imagem institucional.
Ainda que os números oficiais completos continuem a ser compilados, a instauração de processos disciplinares e a expulsão de efectivos em 2025 refletem uma maior vigilância interna e ênfase na disciplina profissional por parte da corporação, as autoridades também salientam que estes ajustes visam não só responsabilizar agentes com condutas inadequadas, mas também garantir que a Polícia Nacional opere com elevados padrões de ética e respeito pelos direitos do cidadão.

Foto: Polícia Nacional de Angola registra mais de 700 processos disciplinares e exclui mais de 90 efectivos em 2025 — Arquivo CF