Entre 2022 e 2024, 43% dos 5.700 quenianos entrevistados afirmaram ter sido vítimas de abusos policiais e 70% disseram ter testemunhado má conduta. O estudo aponta a corrupção (55%) e o assédio (54%) como os principais problemas, além de agressões físicas relatadas por 13% dos participantes.
As autoridades registaram 65 mortos em quatro dias de manifestações no fim de Julho, gerando críticas pelo uso desproporcional da força, falta de profissionalismo e violação de direitos. Muitos não denunciaram os abusos devido à desconfiança no sistema judicial.
Segundo o investigador do IJM, Ayub Were, “o problema está enraizado no sistema” e persistirá enquanto houver corrupção. O relatório destaca ainda que jovens são frequentemente os principais alvos da polícia, realidade também confirmada durante os protestos recentes.