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Portugal defende reforço da CPLP e normalização institucional na Guiné-Bissau

Benedita Malanda - 13 Jan, 2026 16 Visualizações
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Paulo Rangel realizou, na segunda-feira, uma visita oficial à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, onde foi recebido pela secretária executiva da organização, Maria de Fátima Jardim. O encontro contou igualmente com a presença da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Ana Isabel Xavier.

Durante a reunião privada, foram analisadas questões relacionadas com o funcionamento interno da CPLP, bem como debatidos os desafios estratégicos e as oportunidades futuras da Comunidade, num contexto internacional marcado por crescentes tensões geopolíticas.

Na sessão solene que se seguiu, realizada no Salão Dourado, o chefe da diplomacia portuguesa sublinhou o carácter multicontinental da CPLP, destacando a identidade histórica e cultural comum dos seus Estados-membros, sustentada por fortes laços afectivos.

Paulo Rangel afirmou que a organização dispõe de capacidade própria de actuação e de afirmação no plano internacional, defendendo o reforço da cooperação em diferentes áreas. Nesse âmbito, considerou desejável o levantamento da suspensão da Guiné-Bissau da CPLP, logo que estejam reunidas as condições para o restabelecimento da ordem constitucional, salientando que o povo e o Estado guineense são elementos essenciais da Comunidade.

Por sua vez, a secretária executiva da CPLP realçou o trabalho desenvolvido pela Missão de Observação Eleitoral da organização na Guiné-Bissau e reiterou a solidariedade da CPLP para com o povo guineense. Maria de Fátima Jardim chamou ainda a atenção para os desafios estruturais da Comunidade, defendendo um reforço dos recursos do Secretariado Executivo, bem como maior investimento no planeamento e na formação no domínio da cooperação.

A visita de Paulo Rangel assinala a primeira deslocação oficial de um governante de um Estado-membro à sede da CPLP em 2026, ano em que a organização celebra o seu 30.º aniversário. Neste contexto, estão previstas diversas iniciativas comemorativas, bem como um processo de reflexão estratégica envolvendo Estados-membros, Observadores Associados e Observadores Consultivos, com vista à definição de uma nova visão de futuro para a Comunidade.

O ministro português destacou ainda a importância de um programa comemorativo que inclua uma dimensão dedicada aos Estados com estatuto de Observador Associado, com o objectivo de reforçar a visibilidade e a projecção internacional da CPLP.