A descida representa uma diferença de quase cinco dólares e ocorre num contexto de instabilidade e receios quanto ao aumento da oferta global, cenário que pode pressionar ainda mais o mercado do chamado “ouro negro”.
De acordo com a consultora Vortexa, estima-se em mil milhões de barris o volume acumulado na frota mundial de petroleiros parados no mar, constituindo o maior nível de armazenamento desde 2020, altura em que a pandemia da Covid-19 provocou uma forte queda nas cotações internacionais.
O Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2025 prevê um preço médio de referência de 70 dólares por barril, valor que não tem sido atingido desde o final de Setembro. Ao longo de Outubro, as negociações mantiveram-se abaixo desse patamar, revelando um mercado volátil e pressionado por factores de oferta e procura.
Analistas apontam que, apesar da descida, o comportamento do Brent ainda pode oscilar nas próximas semanas, dependendo do nível de produção dos grandes exportadores e da recuperação da procura global.