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Luanda, 10 de abril de 2026

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Preocupação cresce entre produtores de Sal devido ao excesso de stock


IMG Foto: Preocupação cresce entre produtores de Sal devido ao excesso de stock — Arquivo CF

Entre os diversos desafios enfrentados, a situação preocupa as Salinas Calombolo, pertencentes ao Grupo Adérito Areias, com um acúmulo superior a 70 mil toneladas de sal em stock; as Salinas “Baía Farta”, com mais de 15 mil toneladas armazenadas; e as Salinas Manuel Rodrigues, que registram 3.500 toneladas em stock.

Os produtores temem que a dificuldade em escoar a produção resulte no despedimento de milhares de trabalhadores devido à falta de liquidez ocasionada pela ausência de compradores. Dessa forma, apelam pela intervenção de instituições competentes.

Essa crise económica, segundo apurou o Jornal de Angola, ameaça centenas de trabalhadores de diferentes salineiras localizadas na cidade do Sal, em Chamumue, município da Baía Farta, na província de Benguela, segundo o alerta dos produtores.

Situação nas Salinas Calombolo As Salinas Calombolo, do Grupo Adérito Areias (GAA), acumulam mais de 70 mil toneladas de sal, colocando em risco o emprego de 2.500 trabalhadores. A directora financeira do GAA, Idalina Marques, relatou as dificuldades na venda da produção e apontou que, devido à ausência de liquidez, a manutenção da operação está comprometida. Atualmente, a produção diária atinge mil toneladas, contribuindo para o aumento do stock.

Marques lamentou a falta de apoio dos bancos, que exigem depósitos a prazo como garantia para conceder crédito, uma condição inviável para a empresa diante do actual cenário de insuficiência de tesouraria.

Situação nas Salinas Baía Farta e Manuel Rodrigues Nas Salinas Baía Farta, com uma área de 60 hectares, o stock acumulado ultrapassa 15 mil toneladas, obrigando a construção de armazéns a céu aberto, o que acarreta custos adicionais. Já nas Salinas Manuel Rodrigues, com 3.500 toneladas armazenadas, o projecto de ampliação foi suspenso, colocando 200 trabalhadores em risco de despedimento.

Os gestores das salineiras alertam que a persistência dessa situação poderá agravar ainda mais o cenário económico, comprometendo a capacidade de pagamento aos trabalhadores e a continuidade das operações.

Crédito: Jornal de Angola