Em declarações públicas, Sá Miranda declarou que o clube não teme a possibilidade de perder três pontos na secretaria, defendendo que o mais importante é garantir que o emblema e os seus princípios sejam respeitados pela instância que dirige o futebol angolano.
O ambiente em torno dessa partida tornou-se polémico após o 1.º de Agosto se recusar a jogar no Estádio 11 de Novembro, local escolhido pela FAF para acolher o maior clássico do futebol nacional, apesar de o clube defender que a partida deveria ser disputada no seu estádio oficial, o França Ndalu.
A ausência da equipa militar no estádio indicado resultou em posições rígidas por parte dos órgãos federativos, que apontaram falta de comparência nos termos dos regulamentos da competição, no contexto da disputa com a FAF, Gouveia de Sá Miranda enfatizou que o 1.º de Agosto não está a evitar responsabilidade, mas que a principal preocupação da direção é assegurar que as decisões que envolvem a equipa sejam tratadas com justiça e respeito pelo estatuto do clube e pelas normas internas do futebol nacional.
Segundo ele, a equipa está preparada para competir, mas sem a imposição de condições que considera injustas ou desfavoráveis à sua própria casa e história competitiva.

Foto: Presidente do Clube Desportivo 1.º de Agosto afirma que “não tem medo de perder três pontos” — Arquivo CF