De acordo com fontes citadas pela Rádio França Internacional (RFI), Rajoelina partiu inicialmente para a ilha de Santa Maria, na costa leste do país, de onde embarcou num avião militar francês com destino à Ilha da Reunião, antes de seguir viagem com a família para um destino ainda não confirmado, apontando-se Dubai como possível local de exílio.
A saída do Presidente foi viabilizada por um acordo diplomático que terá contado com a mediação do Presidente francês, Emmanuel Macron, numa tentativa de evitar um agravamento da violência e favorecer uma solução pacífica para a crise política.
O Palácio Presidencial tinha anunciado que Rajoelina se dirigiria à nação nesta segunda-feira, depois de denunciar uma tentativa de golpe de Estado desencadeada no sábado, quando grupos de soldados se juntaram a milhares de manifestantes antigovernamentais nas ruas da capital, Antananarivo.
Os protestos populares, iniciados a 25 de Setembro, têm sido liderados por jovens do movimento “Leo Délestage” (Cansado de cortes de energia), que contestam os cortes frequentes de água e luz, a corrupção e a má gestão governamental, num contexto de crescente instabilidade política e insatisfação social.
Observadores internacionais alertam que a crise malgaxe poderá ter implicações regionais se não forem tomadas medidas urgentes de reconciliação nacional e restabelecimento da ordem constitucional.