As unidades sanitárias de Luanda e de Icolo e Bengo têm registado um acréscimo de pacientes com doenças respiratórias, com maior incidência em crianças, situação que tem motivado preocupação entre os profissionais de saúde. Segundo especialistas, a combinação de factores como mudanças climáticas, variações bruscas de temperatura, poeiras e aumento da circulação de vírus sazonais contribui para o actual cenário.
Médicos e enfermeiros relatam um crescimento notável de atendimentos por bronquiolite, pneumonias, crises asmáticas e infecções respiratórias agudas, o que tem levado à lotação rápida dos serviços de urgência pediátrica. Em alguns hospitais, o número de crianças atendidas duplicou em relação ao período anterior.
As equipas clínicas alertam para a importância de medidas preventivas, como evitar exposição prolongada ao frio, garantir a vacinação actualizada, reforçar a hidratação, manter ambientes arejados e procurar assistência médica aos primeiros sinais de dificuldade respiratória.
As autoridades sanitárias acompanham a evolução do quadro e deverão reforçar as orientações às famílias, particularmente em zonas onde o aumento de casos tem sido mais acentuado.