De acordo com uma nota enviada ao JA Online, Florbela Araújo fez a intervenção durante as boas-vindas aos participantes da reunião do Comité Executivo da AOMA, que antecede a VIII Assembleia-Geral da organização.
A provedora de justiça angolana sublinhou que a actuação do Ombudsman é “absolutamente imprescindível” perante os actuais desafios enfrentados por África, tais como tensões políticas e sociais, fragilidades institucionais, desigualdades persistentes, além de pressões económicas e ambientais.
Segundo a dirigente, o papel das Provedorias vai muito além das funções formais, assumindo-se como guardiãs de valores essenciais à boa governação, nomeadamente a transparência, integridade, responsabilidade, solidariedade institucional e defesa dos direitos humanos.
Florbela Araújo aproveitou igualmente para agradecer ao Presidente da República de Angola e da União Africana, João Lourenço, por ter autorizado a realização da Assembleia-Geral da AOMA no país, bem como ao ministro das Relações Exteriores, Téte António, pelo apoio institucional prestado.
No fecho da intervenção, apelou para que o encontro se transforme num espaço de reflexão e construção colectiva, capaz de fortalecer a coesão da AOMA e consolidar o papel das Provedorias de Justiça e Mediadores Africanos como instituições de referência em África e no mundo.